Tarô
Diferente do que muita gente pensa, o Tarô não nasceu como sistema místico ou ancestral: sua história documentada começa como jogo de salão. As primeiras cartas surgiram na Itália, no fim do século XIV, criadas como entretenimento para as cortes medievais. A estrutura que conhecemos hoje, com 78 cartas, 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores, só se consolidou entre os séculos XVII e XVIII.
Foi só no fim do século XVIII que o Tarô passou a ser lido como ferramenta divinatória, quando ocultistas franceses o vincularam, sem evidência histórica real, ao Egito Antigo e à cabala. O baralho mais difundido no Brasil hoje, o Rider-Waite-Smith, é ainda mais recente: foi criado em 1909, em Londres.
O Tarô funciona como um grande orientador. Cada carta é o espelho de uma força ou momento, a Torre, o Enforcado, a Estrela, e a leitura revela padrões, possibilidades e dificuldades presentes na vida de quem consulta. A partir dela, é possível indicar trabalhos espirituais e procedimentos para reverter situações desafiadoras.
É a consulta indicada para quem busca clareza sobre o momento atual, caminhos, decisões, padrões que se repetem, mesmo sem estar diante de uma situação crítica.